Pixote: A Lei do Mais Fraco - Hector Babenco + Biografia
Pixote: A Lei do Mais Fraco - Hector Babenco
Postado em 30/1/2012 em 12:09 PM arquivado em Filmes Dècada de 1980
Pixote: A Lei do Mais Fraco - Brasil - 1981
Direção - Hector Babenco
Roteiro - José Louzeiro (livro), Hector Babenco e Jorge Durán (roteiro).
Gênero - drama
Duração - 128 minutos
Elenco - Marilia Pera, Fernando Ramos da Silva, Jorge Julião, Gilberto Moura, Jardel Filho, Tony Tornado.
Sinopse - Pixote foi abandonado por seus pais e rouba para viver nas ruas. Ele já esteve internado em reformatórios e isto só ajudou na sua "educação", pois conviveu com todo o tipo de criminoso e jovens delinqüentes que seguem o mesmo caminho. Ele sobrevive se tornando um pequeno traficante de drogas, cafetão e assassino, mesmo tendo apenas onze anos.
Curiosidades - Foi em "Pixote" que a função de preparador de elenco foi criado. O diretor Hector Babenco convidou Fátima Toledo a desempenhar a função, de forma a moldar os 15 garotos não atores do elenco para que atuassem no filme.
- Ficou entre os 5 finalistas do Globo de Ouro de filme estrangeiro.
- O garoto Fernando Ramos Silva, descoberto para o papel título, fez outros filmes e uma novela, mas voltou à marginalidade e foi morto pela polícia. Sua vida foi contada no filme "Quem Matou Pixote?"(96).
Comentário - Um retrato chocante, humano e real das crianças de rua. Os garotos eram todos amadores e alguns realmente viviam nas ruas, o que resultou em atuações muito realistas. Marilia Pêra em sua melhor atuação como a prostituta que se envolve com as crianças. Um filme que mostra um cotidiano de violência e miséria mas que em alguns momentos encontra lirismo como a cena final em que Pixote suga o seio de Sueli, numa alusão à "Pietá".
Nota - 8,5
Hector Babenco
Embora tenha nascido na Argentina, a carreira cinematográfica de Babenco desenvolveu-se a partir de sua identificação com a realidade brasileira. Seu primeiro filme “O Rei da Noite”(75) retrata o cotidiano de um malandro tipicamente brasileiro e urbano. Mais tarde em “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia”(77) ele conta através de uma fábula verdadeira, poética e social a saga do famoso bandido carioca, às voltas com a corrupção da polícia do Rio e a repressão aos movimentos subversivos da época.Foi entretanto com “Pixote, a Lei do Mais Fraco”(81) que esta afinidade com o Brasil tornou-se ainda mais estreita, ao mostrar a vida de um menino de rua de forma realista e sem concessões, Babenco chamou a atenção dos estúdios americanos que o convidaram para dirigir “O Beijo da Mulher Aranha”(85), baseado em um texto do uruguaio Manuel Puig. O resultado foi mais que satisfatório, Sônia Braga ganhou fama mundial e William Hurt, o Oscar de melhor ator. Em 1987, dirigiu “Ironweed” com Jack Nicholson e Meryl Streep, uma pesada crônica sobre o fracasso. Depois, filmou a super-produção “Brincando nos Campos do Senhor”(91), um filme grandioso que mostra a identidade de um descendente de índios americanos com os índios brasileiros.
Em 1996, realizou “Coração Iluminado” uma co-produção Brasil – Argentina; “Carandiru”(2003) foi um grande sucesso de bilheteria, “O Passado”(2007) e seu último filme "Meu Amigo Hindu"(2015) completam sua filmografia.
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